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Cientista do século XVII e parte do XVIII, Antoni van Leeuwenhoek dedicou a sua vida ao estudo da biologia. A ele se atribuem grandes avanços feitos na microscopia os quais lhe possibilitaram estudar alguns microrganismos contribuindo grandemente para a sua compreensão.
 
Cientista do século XVII e parte do XVIII, Antoni van Leeuwenhoek dedicou a sua vida ao estudo da biologia. A ele se atribuem grandes avanços feitos na microscopia os quais lhe possibilitaram estudar alguns microrganismos contribuindo grandemente para a sua compreensão.
   
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Homem sem formação superior mas com muitas capacidades matemáticas e acima de tudo muito paciente e metódico, Leeuwenhoek, irá juntar uma obra bastante vasta de caracterização e de microrganismos, debruçando-se especialmente na sua reprodução morfologia e função. Acreditava que todos os seres vivos eram similares em forma e função sendo por isto, um dos princípios em que assentava o seu trabalho.
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Provavelmente o campo em que mais marcou terá sido na microscopia. Leeuwenhoek, como hábil artesão que era desenvolveu lentes, que inicialmente serviam para inspeccionar tecidos, com um poder de ampliação e resolução incríveis. Segundo os seus registos terá mesmo conseguido produzir lentes com uma amplificação de 500 vezes e com um poder de resolução de 1 µ. Apesar disto nunca valorizou muito o campo da microscopia no sentido em que considerava-o apenas uma ferramenta.
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Apesar de tudo isto, Leeuwenhoek, viveu algo isolado da ciência que se fazia pelo mundo fora, sendo que não conhecia nenhuma língua para além do alemão, o que fazia com que só tivesse em contacto com o trabalho de autores alemães ou livros traduzidos, e à sua modesta preparação científica, já que nunca frequentou uma universidade. Ainda assim manteve sempre contactos com a Royal Society, com a qual foi trocando muita correspondência que hoje está publicada.
   
 
==Bibliografia==
 
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Edição das 03h10min de 26 de maio de 2009

Antoni van Leeuwenhoek

Cientista do século XVII e parte do XVIII, Antoni van Leeuwenhoek dedicou a sua vida ao estudo da biologia. A ele se atribuem grandes avanços feitos na microscopia os quais lhe possibilitaram estudar alguns microrganismos contribuindo grandemente para a sua compreensão.

Vida

Leeuwenhoek, viveu uma longa e próspera vida, grande parte na sua cidade natal, Delft, na Holanda. Aos 16 anos acaba por se mudar para Amesterdão onde se tornou aprendiz de um vendedor de roupas. Alguns anos após, regressa à sua terra natal para gerir uma loja. Aos 32 anos, casa-se tendo 5 filhos desse casamento, dos quais 4 morreram novos. Sua mulher morre 12 anos depois, tempo durante o qual adoptou uma nova carreira na gestão da cidade. Aos 39 volta a casar tendo outro filho deste casamento que não sobrevive à infância. É nesta altura que inicia a sua vida como cientista. Sua mulher irá falecer após 33 anos de casamento. Durante toda a sua vida penas se ausentou do país por duas vezes e irá acabar por falecer em Delft aos 91 e anos de idade.

Obra

Homem sem formação superior mas com muitas capacidades matemáticas e acima de tudo muito paciente e metódico, Leeuwenhoek, irá juntar uma obra bastante vasta de caracterização e de microrganismos, debruçando-se especialmente na sua reprodução morfologia e função. Acreditava que todos os seres vivos eram similares em forma e função sendo por isto, um dos princípios em que assentava o seu trabalho. Provavelmente o campo em que mais marcou terá sido na microscopia. Leeuwenhoek, como hábil artesão que era desenvolveu lentes, que inicialmente serviam para inspeccionar tecidos, com um poder de ampliação e resolução incríveis. Segundo os seus registos terá mesmo conseguido produzir lentes com uma amplificação de 500 vezes e com um poder de resolução de 1 µ. Apesar disto nunca valorizou muito o campo da microscopia no sentido em que considerava-o apenas uma ferramenta. Apesar de tudo isto, Leeuwenhoek, viveu algo isolado da ciência que se fazia pelo mundo fora, sendo que não conhecia nenhuma língua para além do alemão, o que fazia com que só tivesse em contacto com o trabalho de autores alemães ou livros traduzidos, e à sua modesta preparação científica, já que nunca frequentou uma universidade. Ainda assim manteve sempre contactos com a Royal Society, com a qual foi trocando muita correspondência que hoje está publicada.

Bibliografia