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Edição das 23h09min de 23 de maio de 2009

ESBOÇO

Thomas Willis nasceu a 27 de Janeiro de 1621, em Inglaterra. Morreu no mesmo país, em 1975. Foi um importante médico.

Vida

Thomas Willis era o mais velho dos três filhos de Rachel Howell e Thomas Willis. Vivia próximo de Oxford, o que fez com que tivesse tido a oportunidade de lá estudar, em Christ Church. Matriculou-se a 3 de Março de 1637 e trabalhou enquanto obtinha os graus académicos B.A. (a 19 de Junho de 1639) e M.A. (a 18 de Junho de 1642).

Mais tarde, mudou para medicina, adquirindo o grau B.Med. e a licença para exercer a 8 de Dezembro de 1646.

Sempre demonstrou interesse na ciência, primeiramente em matemática e, posteriormente, em química e anatomia. Assim, envolveu-se em grupos de cientistas altamente interessados, que reuniam semanalmente, entre eles Robert Boyle e Robert Hooke. Entre outras actividades, estes procediam a dissecações anatómicas, das quais se conservou um bloco de notas de Willis com numerosos apontamentos acerca do que observava.

Obra

O seu primeiro trabalho científico, De fermentatione, em 1656, foi seguido de outros na mesma década como De febrilus e Dissertatio espistolica de urinis. Em 1659, publica Diabritae duae medico-philosophicae.

Em De fermentatione, Thomas Willis defendeu que todos os corpos são compostos por cinco tipos de partículas: álcool, enxofre, sal, água e terra, por ordem decrescente de actividade. Segundo o próprio, qualquer corpo contendo uma mistura destes componentes é capaz de realizar a fermentação. O médico definiu fermentação como uma moção intestinal de partículas químicas do organismo que conduz à perfeição ou transformação desse mesmo organismo. Deste processo viriam o vinho e a cerveja. Os animais e as plantas cresciam por fermentação, assim como acontece quando morrem. Contudo, o mais importante no estudo de Willis era a fermentação que ocorria nos fluidos do corpo humano, tendo mesmo proposto uma teoria para a circulação. Esta defendia que o sangue e os alimentos nele dissolvidos, ao passarem no coração, sofriam uma fermentação pela qual se gerava calor e os alimentos se convertiam em nutrientes no sangue.